Plano de Trabalho Para o Movimento Espírita Brasileiro
O Plano de Trabalho Para o Movimento Espírita Brasileiro, aprovado pelo Conselho Federativo Nacional, foi discutido neste fim de semana, dias 3 e 4, pelos trabalhadores da Federação Espírita do Estado do Tocantins (Feetins). Para explicar e responder aos questionamentos, estiveram em Palmas, os membros da equipe da Secretaria Geral do Conselho Federativo Nacional, Edimilson Nogueira, Marco Leite e Aston Brian.
Fazendo um preâmbulo, Aston disse aos espíritas que “não podemos esquecer jamais, que todos os nossos trabalhos na casa espírita estão sendo coordenados por Jesus!”. “Além disso, o plano que vamos ver hoje (sábado, dia 3), teve sua base no plano espiritual”, completou Aston, afirmando que “os espíritas carregam no peito, essa chama que é trabalhar com e por Jesus. Nós somos capazes sim, de podermos dar continuidade ao sonho de Jesus, que é de implantar o consolador aqui na Terra. Jesus conta conosco, para que ao aprender seus ensinos, os levemos a quem ainda não conhece”.
Já Edimilson, embasado nas obras básicas e nas complementares, trouxe os aspectos da evolução do homem, do espírito e até dos mundos. “A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem; até atingirmos os mundos divinos é necessário passar pelos mundos primitivos, de expiações e provas, pelos de regeneração, pelos felizes ou ditosos, celestes ou divinos”, citou, para dizer que tudo depende de um planejamento.
“Os espíritos não falam como devemos fazer as coisas! Eles colocam os elementos e temos que ter perspicácia para perceber o que, realmente temos que fazer. Todo esse planejamento é realizado no plano divino”, comentou Edimilson.
Para se ter uma idéia, segundo os representantes do Conselho Federativo Nacional, no planejamento divino há tempo para tudo. Houve a primeira revelação! Deus enviou Moisés, que nos trouxe a lei de Justiça, concentrada no primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como assim mesmo. Para eles, se todos os homens tivessem compreendido esse mandamento, o mundo seria bem diferente. Segundo Edimilson e Aston, a humanidade é renitente.
A segunda revelação é a Lei de Amor. Jesus tomou um corpo material para desenvolver sua missão que é: “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”. Além disso, Jesus apresentou por diversas vezes o seguinte pensamento: um só rebanho; um só pastor! E, ainda, orientou a direção a seguir: “eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim.”
Continuando suas explicações sobre o importante processo de planejamento no plano espiritual para os grandes acontecimentos na Terra, Edimilson contou uma breve história cuja personagem central é o Dom Henrique de Sagres, que reencarnou na metade do século 13, vindo a criar, quase meio século depois, a Escola de Sagres, responsável pelo desenvolvimento e aprimoramento de barcos e caravelas, que serviram para a descoberta do Brasil, no ano de 1500.
E a terceira revelação é o Espiritismo, codificado por Allan Kardec. Nós, espíritas, temos a missão de esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da humanidade (citação contida nos prolegômenos de O Livro dos Espíritos), também explícita na parte “Missão dos Espíritas” do capítulo 20 do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo. “O Movimento Espírita é que tem que cumprir a missão dos espíritas! Não dá pra Bezerra de Menezes se materializar e fazer o nosso trabalho”, frisou Edimilson.
Finda a primeira parte do encontro, que foi a apresentação das justificativas para um Plano de Trabalho tão eficiente, entra em cena o último dos representantes da Secretaria Geral do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, Marco Leite, para explicar, propriamente, todo o documento. “Só temos três coisas pra fazer: estudar, divulgar e praticar a Doutrina dos Espíritos”, comentou Marco.
Em 2006, houve os estudos preliminares e no Congresso Espírita Brasileiro foi feita a aprovação do Plano de Trabalho. O que muito satisfez os espíritos superiores, segundo mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes, por intermédio de Divaldo Franco: “A programação que estabelecestes para este qüinqüênio é bem significativa, porque verteu do alto, onde se encontrava elaborada e, e vós vestiste-a com as considerações hábeis e aplicáveis a esta atualidade (...) este é o grande momento, filhos da alma (...).”
Marco Leite explicou que, o que esse Plano de Trabalho contém, são diretrizes e objetivos. Os projetos e a operacionalização desse plano são desenvolvidos por cada Federativa Estadual e por suas casas filiadas, mas para isso é necessário ter uma visão macro, global do documento e do Movimento Espírita Brasileiro.
A titulo de ilustração, Marco contou a fábula dos cegos e do elefante. Um grupo de cegos foi convidado para analisar e descrever o elefante. Cada cego ficou com uma parte do animal. O que ficou analisando o rabo, disse que o elefante parecia com uma corda. O que pegou a perna achou que fosse uma árvore e, dessa forma, cada um dos cegos descreveu o elefante como a parte a que tiveram chance de tocar.
“O plano de trabalho não engessa o movimento espírita, pelo contrário otimiza. Para engessar, o Plano iria sugerir atividades fixas para todas as casas espíritas, obrigando-as ao seu cumprimento. E o que acontece é que cada casa espírita tem sua vocação. Quem determinará as ações do Plano são os trabalhadores de cada centro espírita!”, explicou Leite, esclarecendo que o que o documento traz são apenas Diretrizes e Objetivos.
As diretrizes definem as prioridades institucionais de caráter geral e abrangente. Ao todo, são sete diretrizes: a difusão da Doutrina Espírita (D.E); a preservação da unidade de princípios da D.E; a divulgação da D.E; a adequação e multiplicação dos centros espíritas; a união dos espíritas e a unificação do Movimento Espírita; a capacitação do trabalhador espírita e, por último, a participação na sociedade. Já os objetivos estabelecem o que o Movimento Espírita deve alcançar ao longo do período proposto.
Na seqüência, os trabalhadores foram divididos em três grupos, numa dinâmica, cuja proposta foi analisar os ambientes externo e interno, para desenvolverem o projeto mais adequado, de acordo com a vocação de cada centro espírita. Colocaram a mão na massa e aprenderam o que devem fazer pelo Espiritismo e pelo Movimento Espírita Brasileiro. |