Tia
Bel fala sobre o perfil do evangelizador espírita
O perfil
do evangelizador espírita foi o tema central do segundo dia
do Encontro Regional de Evangelizadores, realizado no centro espírita
Camille Flammarion, em Araguaína, entre os dias dia 2 e 4 de
novembro. O evento foi realizado pela Assessoria Regional Norte da
Federação Espírita do Estado do Tocantins, como
o apoio maciço das casas espíritas federadas de Araguaína.
Os objetivos do encontro foram: enfatizar a importância da evangelização
infanto-juvenil, dinamizar as aulas/encontros, capacitar os evangelizadores,
atualizar conhecimentos e promover uma reflexão acerca do perfil
dos trabalhadores dessa área.
O trabalho
da manhã não poderia começar diferente: com músicas
infantis, sessão de relaxamento e muitos gestos lúdicos,
“Tia Bel”, como prefere ser chamada a trabalhadora do
Departamento de Infância e Juventude da Federação
Espírita do Estado de Goiás, Maria Isabel Paulino, foi
logo explicando sobre a importância de se preparar o ambiente
e as crianças para o trabalho de evangelização
infantil. “Evangelizador tem que se mexer. Assim ele contagia
as crianças que são levadas a participar melhor da aula”,
comentou.
E entre
dinâmicas e atividades lúdicas, Tia Bel, talvez inspirada
pela espiritualidade, falou uma frase que, certamente, deixou muita
gente reflexiva: “o perdão exige que sejamos intelectualizados,
pois precisamos compreender o outro, como ele é, de fato, aceitando-o,
junto com suas dificuldades e qualidades”.
O
trabalho com desencarnados
A
psicóloga que há 20 anos evangeliza no estado de Goiás,
levou o grupo a uma reflexão sobre a arte de evangelizar. Ela
leu a frase de Chico Xavier: “Quem não consegue mudar
um mal começo, pode começar um novo fim!”. “Não
adianta se enganar, vamos começar um novo fim hoje. Nossos
evangelizadores dependem de nós para seu encaminhamento ao
bem. É preciso plantar as semetinhas...”, disse.
O trabalho
de evangelização, segundo os próprios evangelizadores,
parece não dar resultados, mas Tia Bel tem outra visão.
“O que fazemos é esclarecer as almas. E não podemos
nos esquecer de que a espiritualidade conduz desencarnados para as
nossas aulas de evangelização. Um dia, tudo o que nós
ensinamos a esses espíritos, encarnados ou não, será
usado por eles. Eles vão precisar”, declarou, afirmando
que é por isso que os evangelizadores devem se preparar bem,
fazendo planejamento e se instruindo acerca das obras básicas.
“É da obra de Kardec que vem todos os exemplos que vamos
precisar nas nossas aulas”, taxou.
Tia Bel
explicou que o estudo deve ser rotineiro na vida dos evangelizadores.
É preciso acreditar no que estamos ensinando. Temos que passar
verdade, nas nossas aulas. O estudo, para a educação,
é a alma do negócio”, comentou, indicado a leitura
diária do livro “Conduta Espírita”, ditado
por André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier. “Evangelizar
não é fazer favor a ninguém. Os evangelizadores
é que são favorecidos pela oportunidade”, concluiu
Tia Bel.