APRESENTAÇÃO

O presente Plano de Trabalho da área de Assistência e Promoção Social Espírita – APSE tem por base o Plano de Trabalho para o Movimento Espírita do Tocantins que foi aprovado pelo Conselho Espírita Estadual em Novembro de 2018, o qual trás imbuído em suas propostas as diretrizes traçadas pelo Movimento Espírita Brasileiro.

Este documento constitui instrumento de referência para o delineamento de planejamentos e ações pelas casas espíritas adesas ao Movimento Espírita do Tocantins, respeitando, porém, a autonomia administrativa/financeira e as especificidades e necessidades locais.

Sugere-se a cada casa espírita a construção do seu plano de ação na área de Assistência e Promoção Social Espírita, em consonância com as diretrizes deste plano de trabalho.

FINALIDADE

Tendo em vista a unificação dos objetivos do Movimento Espírita Brasileiro, considerando o Plano de Trabalho para o Movimento Espirita do Tocantins e o Documento “Orientação à Assistência e Promoção Social Espírita”, a área de Assistência e Promoção Social Espírita da Federação Espírita do Tocantins construiu o presente Plano de trabalho com a finalidade de traçar metas e ações que nortearão o trabalho social desenvolvido pelas casas espíritas.

FUNDAMENTAÇÃO DOUTRINÁRIA

O Plano de Ação para o APSE tem por fundamento básico a Codificação Espírita e o Evangelho de Jesus, conforme consta no documento de orientação para as atividades da área de Assistência e Promoção Social Espírita, do qual são extraídas as seguintes citações:

“Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

  “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.”  (Questão 886 –  O Livro dos Espíritos)

“Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? – Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? – E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? – O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.“ (Mateus, 25:37 a 40)

“Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? – O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. – Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo.” (Lucas, Cap. X, vv. 25 a 37)

JUSTIFICATIVA: a área da Assistência e Promoção Social Espírita do Tocantins tem muitos trabalhos sociais que vem sendo realizados nas casas espíritas ao longo de muitos anos. Esses trabalhos, contudo, podem ser potencializados e sistematizados, com vistas ao fortalecimento e ampliação das ações sociais voltadas as pessoas em situação de vulnerabilidade social, moral e espiritual.

OBJETIVO: fortalecer o trabalho da área de Assistência e Promoção Social Espírita no Movimento Espírita do Tocantins, incentivando as casas adesas na continuidade e melhoria do trabalho social realizado de forma organizada, atuante e articulado.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  1. Promover formação permanente dos trabalhadores da APSE com focono auto-conhecimento e trabalho no bem; 
  2. Estimular a integração das equipes de trabalho da APSE;  
  3. Articular a integração do trabalho da APSE entre as demais áreas da federativa;  
  4. Fortalecer o estudo na equipe da APSE;  
  5. Criar estratégias para convidar novos trabalhadores para a área da APSE; 
  6. Dar continuidade à promoção da qualificação técnica face à política pública e trabalho em rede. 

 

PROPOSTAS DE TRABALHO PARA APSE FEETINS:

  • Mapear os trabalhos das casas espíritas adesas no Estado de Tocantins na área da APSE fazendo levantamento das atividades sociais desenvolvidas através de visitas ao maior número possível de Casas Espíritas;
  • Incentivar e esclarecer as casas espíritas sobre a Rede de Assistência e Promoção Social (SUAS, SUS, como os CRAS, CREAS, CAPS, CAPS-AD, etc.) existente em cada cidade, ou no bairro onde a casa se localiza;
  • Cadastrar voluntários que trabalham ou queiram trabalhar com a área de Assistência e Promoção social espírita;
  • Preparar um documento base, para cada Casa Espírita esclarecendo sobre a área da APSE para que oriente o trabalhador que chega, e fortaleça por meio do conhecimento o trabalhador mais antigo, empoderando a área na casa espírita;
  • Propor a realização de seminários, encontros e rodas de conversa nas casas espíritas sobre estratégias para o desenvolvimento das ações  assistenciais espíritas em conformidade com as orientações da FEB e dos dispositivos legais que orientam as atividades de Assistência Social no Brasil;
  • Realizar o Encontro de trabalhadores da APSE anualmente, como espaço de discussão e troca de experiências de trabalho desenvolvido e incentivo para aqueles que estão iniciando;
  • Divulgar o Documento de Orientação ao Trabalho da APSE e demais documentos orientadores do trabalho assistencial espírita em consonância com a legislação da assistência social, de forma sistematizada, nas Jornadas Federativas e nos demais espaços de formação;
  • Levantar as dificuldades dos trabalhadores e das casas espíritas, referente ao trabalho da APSE, para preparar seminários de formação continuada dos trabalhadores;
  • Preparar Oficinas de vivência da metodologia do espaço de convivência;
  • Buscar melhorar os espaços de comunicação e intercambio entre trabalhadores, de forma a facilitar a organização, controle e planejamento das ações da APSE;
  • Realização anual do Seminário Amor em Ação, visando a reflexão e qualificação dos trabalhadores da APSE;
  • Grupo de Estudos da Apse para formação de trabalhadores,
  • Construir um projeto de Formação Continuada dos trabalhadores da APSE, de forma modular e interativo, visando o estudo e a difusão do trabalho assistencial espírita, estimulando a compreensão da “caridade” como valor subjetivo essencial à evolução do espírito.
  • Articular ações da APSE com as demais áreas de trabalho da Feetins para unificação e fortalecimento das equipes e do trabalho federativo.

 

 

DIRETRIZES NORTEADORAS PARA O TRABALHO DA APSE NO MOVIMENTO ESPÍRITA FEDERATIVO:

 As ações da APSE se inserem em todas as diretrizes do Plano de Trabalho para o Movimento Espírita Brasileiro e do Tocantins, uma vez que a caridade constitui no exercício da lei maior e no resultado do aprendizado que a Doutrina Espírita nos trás. No entanto, de modo mais específico, sua finalidade condiz com as propostas contidas na Diretriz 09 – Participação do Espírita na saciedade:

  • Fomentar a implementação e a ampliação de ações de proteção social, à Luz do Evangelho de Jesus, observando a legislação social vigente no país.
  • Orientar os Centros Espíritas para conhecer e articular com a rede socioassistencial da comunidade, inserindo-os na rede social local, em benefício do trabalho e dos usuários das atividades sociais que realizam;
  • Fomentar a participação do Centro Espírita nos órgãos colegiados, conselhos de políticas públicas;
  • Fomentar a participação do Centro Espírita em eventos/campanhas/movimentos pacíficos de mobilização e organizações das sociedades civis e religiosas, cujos objetivos sejam de valorização da vida, de solidariedade e fraternidade e que compatíveis com os princípios espíritas;
  • Incentivar a criação de grupos de atividades, convivência e reflexão com os usuários das atividades sociais desenvolvidas, para abordagem de temas que ajudem ao enfrentamento das situações de vulnerabilidades sociais, morais e econômicas;
  • Fomentar o desenvolvimento de ações e projetos sociais que envolvam a participação na sociedade, relacionados ao abandono infantojuvenil, à violência, a drogadição, ao suicídio, ao aborto, à fome e pobreza generalizada, à organização familiar e fortalecimento dos vínculos familiares;
  • Construir uma agenda de ações sociais integradas do Movimento Espírita (municipal, regional e estadual) visando identificá-las e, por conseguinte, o apoio mútuo e formação de uma rede social espírita;
  • Participar de atividades junto ao movimento inter-religioso;

 

 SUGESTÃO DE TRABALHO DA APSE NA CASA ESPÍRITA

  1. Definir a estruturação do setor, departamento ou coordenação da área de Assistência e Promoção Social Espírita, bem como quem comporá a equipe de trabalho;
  2. Sondagens na comunidade onde será desenvolvido o trabalho, das maiores necessidade e possibilidades de trabalho para a APSE
  3. Realizar o trabalho com o foco no desenvolvimento familiar, comunitário e a busca do exercício da cidadania, considerando a interface com as políticas publicas.
  4. Elaborar o plano de trabalho da APSE conforme as necessidades observadas no local e nas famílias a serem beneficiadas;
  5. Sistematizar o trabalho da APSE na casa espírita, especificando os trabalhos realizados, identificando –os com nomes, objetivos, metodologias aplicadas, recursos financeiros e humanos necessários, bem como formas de avaliação do trabalho;
  6. Formação de grupos de estudos com os usuários da APSE para abordagem de temas que os ajudem no desenvolvimento de virtudes e ao enfrentamento das situações de vulnerabilidade social, moral e econômica.
  7. Criação de espaços de convivência com os frequentadores e beneficiários dos trabalhos sociais desenvolvidos;
  8. Realização de grupos de estudos para trabalhadores, de forma continua, sobre o documento de orientação para o trabalho da APSE ou outros livros orientadores do trabalho, de modo que seja mantido o interesse para a realização da tarefa assistencial dentro das diretrizes apresentadas pela codificação espírita.
  9. Formação de rede social interna do centro espírita, encaminhando usuários que o desejarem às demais áreas da instituição;
  10. Promoção de encontros de interação dos trabalhadores da APSE com os demais trabalhadores do centro espírita com vista ao trabalho integrado na instituição.
  11. Conhecer e utilizar os serviços da comunidade, inserindo-se na rede social local, em beneficio do trabalho assistencial que realizam;
  12. Participar de órgãos colegiados, fóruns e eventos sociais diversos cujos objetivos sejam compatíveis com as ações realizadas;
  13. Inscrever-se nos conselhos de políticas públicas e se possível compor esses conselhos enquanto entidades da sociedade civil organizada;
  14. Desenvolver atividades grupais diversas para o desenvolvimento de atividades específicas (artística, de produção, ou lúdico/cultural), possibilitando contribuir para a construção de um espaço de convivência fraterna.
  15. Desenvolver um elo e interação entre os responsáveis pela área da APSE das demais casas espíritas na cidade, tendo em vista fazer planejamento, realização e avaliação de ações conjuntas.

Conforme consta no livro Orientação ao Centro Espírita, item 4-1, os “Centros Espíritas de uma mesma localidade devem compartilhar informações e serviços, auxiliando-se mutuamente, podendo organizar as atividades de Assistência e Promoção Social Espírita de forma articulada e complementar.” (OCE, item 4 – I).

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