allan kardec

área de ASSISTÊNCIA E PROMOÇÃO SOCIAL ESPÍRITA

A APSE – Assistência e Promoção Social Espirita constitui uma das atividades básicas de um Centro Espirita. O trabalho assistencial Espírita vai além da ajuda material (beneficência). A orientação doutrinária e assistência espiritual, sem imposições, é um dos meios para a libertação espiritual do homem, finalidade primordial da Doutrina Espírita.

Dentre as orientações direcionadas as casas espiritas pelo Conselho Federativo Nacional, está a de promover a Assistência e Promoção Social Espirita, assegurando suas características beneficentes, preventivas e promocionais, conjugando ajuda material e espiritual. (OCE, anexo 1, item II-h.)

A área de Assistência e Promoção Social Espirita não é uma ação nova no movimento espirita, mas sua formalização e implementação dentro da concepção de Promoção do ser integral e Assistência Social como politica pública – direito do cidadão e dever do Estado, propõe aos trabalhadores espiritas um gama de possibilidades de trabalho e enfrentamento de alguns desafios.

Promover o ser humano é oferecer-lhe condições para superar as dificuldades econômicas, sociais, morais e espirituais em que momentaneamente se encontre; é auxiliá-lo a ultrapassar as próprias limitações, reconhecendo que essas limitações, embora sendo características da sua atual personalidade, possuem caráter transitório, uma vez que nenhum ser foi criado para o mal ou para o infortúnio.

O Espiritismo, com Allan Kardec, traz nova luz à assistência social com o lema “Fora da caridade não há salvação” e adota a prática da fraternidade do Evangelho do Cristo. Com a Parábola do Bom samaritano, Jesus dar o exemplo a ser seguido por todos aqueles que pretendam viver dentro dos princípios que norteiam a lei maior que emana do Criador e que orienta o relacionamento dos homens em todo o Universo. Essa parábola oferece pontos significativos para uma análise com vistas à metodologia de ação a ser adotada na Assistência e Promoção Social Espírita.

Portanto, o trabalho da APSE precisa ser resignificado como uma verdadeira ação de beneficência, aliando as dádivas materiais ao desenvolvimento das qualidades do coração, tanto de quem realiza o trabalho, quanto daqueles que recebe os benefícios da tarefa. Se não houver o desenvolvimento das qualidades do coração, estaremos apenas realizando a oferta de uma doação que faz um bem transitório, mas sem promover o Bem, que transforma interiormente, tanto quem dá, quanto quem recebe.